
Artigos Out/2010
A importância da FAPES para a formação dos futuros engenheiros agrônomos Aureliano Nogueira da Costa*
O agronegócio capixaba tem apresentado avanços significativos principalmente no que se refere à consolidação de vantagens comparativas em relação a outros estados e ao mercado internacional. Isso tem acontecido, principalmente, nos setores da cafeicultura, fruticultura (mamão, abacaxi, maracujá, goiaba, banana, coco), olericultura, floricultura, silvicultura e pecuária.
Essas vantagens são alcançadas por meio da geração de novas tecnologias de produção, do desenvolvimento de novas variedades, sinais distintivos, indicações geográficas e resultados inovadores de atividades relacionadas com serviços técnico-científicos.
A Fundação de Amparo a Pesquisa do Espírito Santo (FAPES) é vinculada à Secretaria de Ciência e Tecnologia e tem o papel de fomentar ações de Ciência, Tecnologia e Inovação para geração e difusão do conhecimento no Estado do Espírito Santo. É fundamental na consolidação do sistema estadual de ciência, tecnologia e difusão, principalmente na área de engenharia agronômica, que incentiva e apóia institucionalmente o setor agropecuário e destaca a prioridade do perfil profissional que contempla a área de geração de tecnologia, gestão, estudos de cadeias produtivas, arranjos produtivos locais (APL’s), logística, marketing e fundamentalmente a base da engenharia agronômica e seus indicadores de produtividade e qualidade.
No caso específico do setor produtivo do agronegócio é imprescindível ressaltar o papel dos futuros engenheiros agrônomos que é conhecer as agências financiadoras de recursos, a fim de fomentar pesquisas, capacitar recursos humanos (alunos de iniciação científica, mestrado e doutorado), produzir publicações científicas, transferir tecnologia, inovar, sobretudo no que se refere à sustentabilidade e utilização dos recursos naturais ainda remanescentes, e também da reutilização de resíduos do agronegócio, além de outras atividades relacionadas com serviços técnico-científicos.
No enfoque capixaba, os profissionais agentes de desenvolvimento são responsáveis pela difusão da tecnologia aos arranjos produtivos locais. Portanto, o perfil dos futuros profissionais de Agronomia é de gerar inovação tecnológica e transferi-la para que se possa estimular a criação de ambientes especializados e cooperativos de inovação entre empresas, instituições científicas e tecnológicas e o meio produtivo.
*Aureliano Nogueira da Costa é Engenheiro Agrônomo. Doutor em Solos e Nutrição de Plantas. Pesquisador do Incaper. Diretor Presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo – FAPES / Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia. |
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